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um passado não muito remoto, a crise financeira permanecia incubada por meses, até mesmo anos, sem que ela implicasse na ruptura das atividades, na falência da empresa.

Os tempos são outros.....

Hoje, com o processo de informatização, tanto dos organismos de proteção ao crédito, quanto do poder público, propicia-se ao mercado, rapidamente, a leitura de que algo não vai bem numa empresa, e essa percepção dos agentes econômicos aprofunda ainda mais uma crise já instaurada. É um circulo vicioso.

Não dispondo de ferramentas gerenciais que indiquem mensalmente a performance, o empresário pode, facilmente, concluir que está em crise, quando ocorrem, dentre outras, as seguintes situações:

a) realização de prejuízos ou lucros acentuadamente decrescentes;
b) acumulação de passivos tributários decorrentes da ausência de pagamento de impostos;
c) aumento do endividamento bancário ou desconto integral dos recebíveis;
d) atraso sistemático do pagamento a seus fornecedores;
e) atraso no pagamento a seus funcionários.

1

Queda nos lucros ou prejuízos

2

Acumulação de passivos tributários

3

Aumento do endividamento financeiro

4

Atraso no pagamento de fornecedores

5

Atraso no pagamento de funcionários

Você já viu esse filme?

Você já se deparou com alguma dessas situações?

Se a resposta é sim, se você se deparou com qualquer uma delas, você travou contato com uma empresa em crise. Essa crise pode ser melhor ou pior manejada, porém já se instaurou, já está presente e exige um tratamento adequado, com metodologia específica.

Na maioria das vezes, o empresário, especialmente o empreendedor, o fundador da empresa, tendo obtido êxito no passado, se acha invulnerável, crê que o mercado vai reagir e que tudo, no futuro, dará certo.

A resistência em reconhecer e tratar a crise implica, sempre, no aumento de sua proporção; trata-se, sem sombra de dúvida, de um círculo vicioso, que se alimenta de inércia e esperança de tempos melhores, de que o cenário mude.

Parte dessa resistência, dessa imobilidade, muitas vezes, decorre do absoluto desconhecimento das formas de combater e enfrentar a crise; nessas situações, a empresa acolhe a crise, por completo desconhecimento do caminho que deve trilhar para dela se desvencilhar.

Assim, como passo inicial para combater a crise, é necessário admiti-la.

O caminho para enfrentar a crise, uma vez reconhecida a sua existência, passa pela identificação de suas causas e correção daquilo que afeta a margem de lucro da companhia ou estrangula o seu fluxo de caixa.